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maio 24, 2011 / nahiscouchpotato

Meu momento…

Hoje meu momento vai ser pelo motivo que tem me deixado aborrecida ultimamente, e as vezes muito entristecida.

Após um dia de aulas muito chatas na minha querida Instituição Federal de Santa Catarina, voltei para minha casa, num ônibus lotado e me sentei ao lado de uma moça – uma jovem de pouco menos que 25 anos – que puxou assunto comigo quando viu que eu estava ouvindo o programa de rádio Pretinho Básico, e reparou que eu estava rindo, e começou a contar muitas coisas. Uma conversa muito agradável com uma pessoa que eu nunca tinha visto na vida e que parecia ser intima minha.

Essa mesma jovem, sorridente, brincalhona, amável e muito inteligente é professora de história da rede estadual de Santa Catarina, que atualmente esta em greve por causa da baixesa por parte do governo do Sr. Raimundo Colombo, que não aceita pagar o salário base dos professores em todo país, do valor de R$ 1.187,97 alegando que o aumento de salário dos mesmos seria um desfalque na economia do estado. O que seria a maior besteira do mundo, se seus amados deputados, vereadores, senadores parassem de papar o dinheiro público como fazem.

A moça sentada ao meu lado, contando suas histórias aturantes em salas de aula com crianças mal educadas, mal disciplinadas, com plano de ensino ruim, pouco trabalhado pela falta de tempo para poder organizar todas as suas aulas (que são de 5 turmas de manhã e 5 turmas pela tarde), e que precisa ter uma carga horário boa para poder ganhar um salário para se manter no mês. Pouco valorizada pelo seu esforço, onde seu ensino acaba sendo prejudicado, onde seu trabalho acaba sendo maior em quantidade e menor em qualidade. A vida de um professor, corrida e muitas vezes desorganizada, se torna rigorosamente prejudicada pela falta de tempo para si mesmo.

Já diziem os filósofos que um funcionário feliz é um funcionário que produz melhor.

Eu, vendo aquela jovem reclamando tanto de seu trabalho, no início de sua carreira, mal se formando e tendo muita capacidade de ensino e que tem gosto pelo que faz, mas desistindo daquilo que quer por causa do pouco valor (moral e financeiro) que a profissão possui, foi de entristecer. É claro que se deve fazer aquilo que gosta e ser feliz com isso, mas a realidade é muito diferente da teoria linda da felicidade profissional. Se você não tiver dinheiro para botar comida na mesa, pagar as contas e sobreviver até o fim do mês sem ficar no vermelho, do que te adianta fazer o que gosta se isso não te trás o devido conforto?

A verdade é que o dinheiro fala mais alto, e se deve amar muito a profissão para se manter aonde quer.

Eu sou aluna, de escola pública federal. Não acho que a greve de professores não seja em vão. Apoio totalmente a causa, pois sem professores não haveria aprendizado e profissões como as de hoje.

Senhor Governador Raimundo Colombo, o senhor deve saber que mexendo com a educação, você mexe com o desenvolvimento do seu estado e principalmente do seu país. Pois se um professor ganha bem, consequentemente ele trabalha melhor, desenvolve seu plano de ensino melhor e seus alunos desfrutam de uma boa educação. A menos que os SENHORES prefiram a população do jeito que esta: Ignorante e sem informação. Pois assim vocês a mantém aonde vocês querem e gostam – na pobreza e se contentando com uma bolsa família.

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